Olá.
Este portal reúne informações verificadas, referenciadas e historicamente fundamentadas sobre a região do Vale do Moxotó, Itaparica, Floresta e territórios conectados às bacias do Ipanema, Pajeú e São Francisco.
Embora utilize linguagem acessível e expressões regionais, o compromisso deste espaço é com a seriedade histórica, a pesquisa territorial e a valorização dos saberes locais.
Todo o material aqui publicado é de domínio público ou foi cedido por moradores, pesquisadores e colaboradores da região, sendo divulgado com o propósito de preservar e fortalecer a memória material e imaterial do nosso território.
O povo do Semiárido não é objeto de estudo: é produtor de conhecimento.
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Este portal nasce com o objetivo de reunir informações verificadas, referenciadas e historicamente fundamentadas sobre a região do Vale do Moxotó, Itaparica, Floresta e territórios conectados às bacias do Ipanema, Pajeú e São Francisco.
Embora utilize linguagem acessível e, por vezes, expressões regionais, o compromisso deste espaço é com a seriedade histórica, a pesquisa territorial e a valorização dos saberes locais.
Todo o material aqui publicado é de domínio público ou foi gentilmente cedido por moradores, pesquisadores e colaboradores da região, sendo divulgado com o propósito de preservar e fortalecer a memória material e imaterial do nosso território.
O povo do Semiárido não é objeto de estudo: é produtor de conhecimento.
O Vale do Moxotó corresponde à região delimitada pela Bacia Hidrográfica do Rio Moxotó. Localiza-se na porção central do estado de Pernambuco e na parte oeste do estado de Alagoas, abrangendo aproximadamente 9.752,71 km² — sendo 8.778,05 km² em Pernambuco e 974,66 km² em Alagoas — estando integralmente inserido no Semiárido nordestino.
Trata-se de um território historicamente marcado por dinâmicas indígenas, pecuaristas e de interiorização colonial.
Segundo Karl Friedrich von Martius, no século XIX, o termo poderia significar “Cauda de Boi”, interpretação associada à tradição pecuarista da região, que se destacou no século XVIII como uma das áreas de criação bovina do norte da Colônia.
Entretanto, considerando que os povos indígenas originários não conheciam o boi antes da colonização, essa interpretação é contestada.
O historiador Ulysses Lins de Albuquerque, em sua obra Um Sertanejo e o Sertão, aponta como mais provável a tradução “Rio de Índios Bravios”, hipótese considerada mais coerente do ponto de vista histórico e linguístico.
Pantaleão de Siqueira Barbosa é apontado como figura central na formação inicial da povoação da Ribeira do Moxotó. Ao erguer um cruzeiro e estabelecer o sítio Poço do Boi, criou as bases para a ocupação territorial organizada.
A partir de suas propriedades e das rotas abertas entre Ipojuca e Moxotó, outros colonos se fixaram na região, dando origem a núcleos que posteriormente se tornariam municípios como Tacaratu, Custódia, Sertânia e Arcoverde.
O território atual do Vale do Moxotó é resultado desse processo histórico de ocupação, conflitos, intercâmbios culturais e organização territorial.